quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Revista Virtual Monte Carmelo - OCDS - Nov/Dez 2017 - Nº 155


Prezados irmãos compartilhamos com todos vocês mais uma edição de nossa Revista Virtual.

Acesse o link:


E acompanhe as matérias:

- Santo do Mês: Maria Tereza Gonzáles-Quevedo
- A OCDS e o Ano do Laicato
- Origens da Ordem Carmelitana
- Testemunho de Nilda Maria
- Congresso Provincial: A identidade do Carmelita Secular
- Notícias OCDS

Desejamos uma boa leitura!
Comissão de Comunicação OCDS

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

💯 ANOS DA OCDS NO BRASIL...



É belo ver o ramo do Carmelo OCDS crescer, se expandir, produzir frutos e frutos abundantes de AMOR, sabedoria, doutrina, evangelização...

💯 anos de vida , pequenina SEMENTE lançada em terra mineira... Hoje extende os seus ramos com sombra e frutos por todos os estados do Brasil...

Quais FRUTOS produz na IGREJA do Brasil, no Carmelo, na vinha de Deus que é o povo?

1. Evangeliza por uma vida de ORAÇÃO seguindo o exemplo Teresinha, João da Cruz, TERESA MÃE e MESTRA da vida espiritual, Edith Stein, Elizabeth da Trinidade,Teresa de Los Andes...

2. Sendo: fermento, sal e luz através de cursos de espiritualidade... abertos... presença forte nas paróquias... preparando pessoas para a nova evangelizacao do homem e da mulher de hoje, das famílias...

3. A OCDS... presença no MUNDO do trabalho, da cultura, da política, da sociedade... do Evangelho
Dos frades, das monjas...
Juntos na pastoral da espiritualidade...

💯 anos de vida silenciosa com MARIA MÃE do Carmelo... doando JESUS no jeito do Carmelo... ajudando a entrar no CASTELO pela porta da ORAÇÃO...

JUNTOS caminhando para celebrar 💯 ANOS na 🏠 de Maria em Aparecida...

Parabéns à OCDS do Brasil!!!


               (Frei Patrício Sciadini, ocd)

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Notícias Ocds Grupo Elisabete da Trindade Patos de Minas/MG



Nos dias 16 e 17 de dezembro de 2017, realizou-se o primeiro retiro . Este grupo teve seu aceite oficializado no dia 05 de novembro de 2017, durante o XXXIII Congresso OCDS, realizado no Centro Teresiano de Espiritualidade em São Roque - SP.



O nosso retiro foi pregado por nossa conselheira provincial Liz Lelis, que conduziu-nos a momentos de meditação e deserto. Liz levou-nos a adentrar no “Livro da Vida”, quando Santa Teresa de Jesus apresenta-nos o desenvolvimento da oração em quatro graus ascendentes.

“Todos gostaríamos de ter um jardim; aliás, que bonito é este mundo quando o imaginamos como um jardim! Não se diz de alguns campos, bosques, montanhas, vales ou até cidades que são um jardim autêntico? E aí descansa a nossa vista, goza o nosso olhar; a nossa mente e o nosso coração sente-se sossegado. Mas para podermos gozar de um jardim, foi preciso cuidar dele; retirar as ervas daninhas, fazer podas; é necessário regar o espaço ajardinado... Santa Teresa nos exorta que essa é a nossa vocação, a nossa missão: cuidar do jardim, ou seja, ser verdadeiros orantes”
Santa Teresa apresenta-nos o desenvolvimento da oração em quatro graus ascendentes.

O primeiro grau: Poço

Corresponde à primeira maneira de regar o jardim que é tirando a água do poço com muito trabalho, porque é custoso e bastante pouco rentável, pois quando se acaba de regar uma parte, necessitamos voltar ao princípio e os resultados não são muito visíveis.

O segundo grau: Nora

Corresponde à segunda maneira de regar o jardim da alma que é como tirar a água com uma nora de alcatruzes. Rega-se com menos trabalho, mas ainda está presente a ascese. Como vemos já há algumas flores e começam a aparecer alguns frutos, o que nos dá ânimo para prosseguir e não parar, embora seja necessário ainda estar alerta.

O terceiro grau: Regato

Corresponde à terceira maneira de regar o jardim que é como a água do rio ou de uma nascente, e requer um trabalho mínimo, praticamente é só dirigir a água porque ela brota sozinha.


O quarto grau: Chuva

Corresponde à quarta maneira de regar o jardim que é como chover muito; quer dizer, a água cai por si só, sem qualquer trabalho ou esforço da nossa parte, e as plantas e árvores regam-se todas ao mesmo tempo e todas por igual, e a rega é altamente duradoura. Já é verdadeira oração mística; rega-o o Senhor, sem qualquer trabalho nosso.
 
Grupo Ocds Elisabete da Trindade ,Patos de Minas/MG

No dia 22/12/2017 o mesmo  Grupo OCDS Santa Elisabeth da Trindade de Patos de Minas se reúne para fazer jantar e distribuir aos irmãos moradores de rua, vivendo assim uma das obras de misericórdia : “tive fome e me deste de comer. 


Jantar para os moradores de rua




E no dia 28 de Dezembro encerramento das atividades de 2017 com Jantar Natalino .


SANTO ANDRÉ CORSINI, Bispo Carmelita

 “A vida espiritual e a morte às paixões da carne, o desejo do sucesso e a coragem nas adversidades, o desejo dos bens interiores são os requisitos indispensáveis para que o eleito se torne modelo de vida para os outros. Para isso, são necessários :a harmonia e o equilíbrio de corpo e alma, já que a fraqueza e o orgulho impedem o desenvolvimento ordenado do trabalho apostólico.”Liturgia Carmelitana –A Figura do Pastor-São Gregório Magno 



O "lobo" se transformou em "cordeiro" e mais tarde em Pastor.




Santo André Corsini, bispo da Ordem Carmelita, muito conhecido na Itália e famoso pela santidade e pelos muitos milagres ocorridos em vida e após sua santa morte. "És meu servo, em ti serei glorificada". Estas palavras da Virgem Maria ao jovem sacerdote André Corsini constituem o melhor resumo de sua santa vida.


Nicolau Corsini e sua esposa Pelerina ouviam atentamente o sermão na igreja dos carmelitas e tiveram ambos um sobressalto interior quando o pregador pronunciou estas palavras do Êxodo: "Não demorarás a oferecer a Deus os dízimos e as primícias".
A família Corsini era das mais nobres de Florença. A Nicolau e sua esposa não faltavam recursos financeiros, menos ainda virtude e piedade, para fazer generosas doações à Igreja. A que atribuir, pois, esse sobressalto a propósito do dízimo? Era a voz da graça em suas almas.


Promessa recompensada

Até então, o casal não tivera um filho sequer, e desejava ter muitos. Nos ouvidos de Pelerina, aquela frase do Êxodo soou como uma sugestão vinda do Céu, de consagrar a Deus o primeiro filho que Este lhe concedesse. E sem demora fez a promessa, diante da imagem de Nossa Senhora do Povo.
Sem saber o que se passara com sua esposa, Nicolau foi objeto de igual moção sobrenatural e fez idêntica promessa, diante da mesma imagem da Santíssima Virgem.
De retorno ao lar, não foi pequena a surpresa do piedoso casal quando um revelou ao outro o que havia acontecido e descobriram, assim, a feliz "coincidência". Cheios de esperança, renovaram a promessa aos pés de uma imagem da Virgem Maria.
Constatando meses depois que sua súplica fora atendida, Pelerina passou então a rezar com ardor para que o fruto de suas entranhas fosse agradável a Deus.
Para seu espanto, na véspera do nascimento do menino, sonhou que ia dar à luz um lobo. No sonho, enquanto expunha à Virgem Imaculada sua grande aflição, viu o lobo entrar numa igreja e transformar-se em alvíssimo cordeiro.
Sentiu-se aliviada ao despertar, mas não contou a ninguém o sucedido. No dia seguinte, 30 de novembro de 1302, festa de Santo André, deu à luz um belo menino, o qual recebeu o nome do Apóstolo.




O sonho se torna realidade...

André herdou a nobreza dos pais. Era bem apessoado e dotado de inteligência privilegiada.
Porém, perto dos doze anos de idade, foi se tornando filho rebelde, provocava brigas e disputas na família, interessava-se apenas por jogos, armas e caçadas. Pouco se importava com a Igreja e a religião.
Aumentava cada dia mais a preocupação dos pais pelo futuro desse mau filho. Tendo este mais de 15 anos, decidiram expor-lhe as circunstâncias milagrosas de seu nascimento e a promessa por eles feita naquela oportunidade. O rapaz, porém, com desprezo, recusou-se a ouvi-los.
Disse-lhe então a mãe, com voz suave e desgostosa:

- Verdadeiramente, André, tu és o lobo com o qual sonhei na véspera de teu nascimento.

- Que dizeis? Como posso ser um lobo? - retrucou-lhe ele com insolência.

- Fica sabendo, meu filho, que teu pai e eu, sendo estéreis, fizemos uma promessa à gloriosa Virgem Maria, de lhe oferecer o primeiro de nossos filhos, que és tu! Sabe também que, na véspera de teu nascimento, sonhei que dava à luz um lobo, mas que entrando numa igreja ele se transformou em cordeiro. Assim, meu filho, tu pertences à Virgem Maria. Suplico-te, portanto, que não desdenhes servir a tão poderosa padroeira.
 Esta eloquente exortação materna penetrou como um dardo no coração do jovem. Tocado por uma insigne graça, passou ele toda aquela noite em oração aos pés da Mãe de Deus. Prometeu- Lhe: "Ó Virgem Maria, já que Vos pertenço, Vos servirei de boa vontade, noite e dia. Rogai, porém, a vosso Filho que me perdoe os pecados da mocidade. Na mesma medida em que Vos desagradei, vivendo mal, me esforçarei por agradar a Vós e a Ele, mudando de vida".
Na manhã seguinte, foi à igreja dos Carmelitas onde, prostrado diante da imagem de Nossa Senhora do Povo, suplicou: "Ó Gloriosa Virgem Maria, eis aqui o lobo devorador e repleto de iniqüidades. Rogo-Vos humildemente que me purifiqueis e mudeis completamente, transformando-me em dócil cordeiro, para Vos servir na vossa santíssima Ordem".
Perseverou nesta prece até ao meio dia. Depois foi pedir ao provincial que o acolhesse na Ordem Carmelitana. Este lhe perguntou:

- Dizei-me, meu filho, de onde vos vem tal desejo?

É obra de Deus e de meus pais, que neste lugar prometeram consagrar- me para sempre à Santa Virgem.

- Esperai, dentro em pouco vos darei a resposta.

Mandou logo chamar os pais do jovem. A mãe, ao ver o filho tão mudado, não pôde senão exclamar: "Eis o meu filho que de lobo se transformou em cordeiro!"


Noviço fervoroso

André recebeu o hábito do Carmo em 1318. Para experimentar a constância do jovem noviço, foram-lhe confiados os ofícios mais modestos, como varrer o convento, guardar o portão, servir à mesa, lavar pratos e utensílios de cozinha. Tal era seu fervor que considerava isso uma glória. Seus ex-companheiros de prazer, e até mesmo alguns parentes, o ridicularizavam por esse "rebaixamento". Ele, porém, vivia já num mundo superior, o do silêncio e da oração.
Um dia em que ele guardava a porta do Convento, o demônio lá compareceu para tentá-lo. Apresentando-se como um nobre personagem, bem trajado e acompanhado de vários criados, bateu com força à porta, ordenando imperiosamente:

- Abre depressa! Sou teu parente e não quero que fiques aqui com esses frades maltrapilhos. Esta é também a vontade de teu pai e de tua mãe que te prometeram em casamento a uma linda jovem.

- Foi-me ordenado que a ninguém abrisse a porta. Ademais, não te conheço. Se aqui sirvo esses humildes irmãos, imito Jesus Cristo que se fez homem para nos servir. Foram meus pais que me consagraram a Deus e à Virgem, serviço no qual me rejubilo.

Mudando de tom, disse o importuno visitante:

- Rogo-te, André, abre-me a porta por um instante só. Quero falar contigo de certas coisas... Teu superior nada verá!

- Ainda que o prior nada visse, acima dele está Deus que perscruta os corações. É por amor a Ele que guardo esta porta, para que Ele me guarde e auxilie.

Ainda falando, o noviço fez o sinal da cruz, e o tentador desapareceu instantaneamente, deixando uma nuvem de fumaça negra e fétida. André deu graças a Deus pela vitória, tornando-se, após vencer a tentação, ainda mais forte e perfeito.
Voando nas vias da santidade

Um ano mais tarde fez os votos solenes e redobrou o fervor  na prática das virtudes, sobretudo da humildade. Seu maior prazer era servir aos outros, especialmente aos enfermos, tendo sempre presente a palavra do Senhor: "O que fizerdes ao menor destes pequeninos, é a Mim que o fazeis".
Frei André nunca faltava à liturgia das horas santas. Jamais resistia às ordens dos superiores. Quanto mais lhe ordenavam, maior era a alegria que pervadia sua alma. Tinha bem claro que o tempo é dom precioso de Deus, por isso empregava no estudo todos os minutos que lhe restavam do cumprimento das obrigações impostas pela obediência.
Às sextas-feiras, com um cesto pendurado ao pescoço, saía mendigando pela rua principal de Florença. Imagine-se a reação indignada de alguns de seus parentes, todos personagens importantes na cidade! Incitavam os habitantes a escarnecê-lo e a insultá-lo. Ele, porém, após receber as piores injúrias, retirava-se contente, refletindo: "Jesus também foi gravemente injuriado, e, aniquilado pela dor, não se irritava".
As virtudes são todas irmãs, quando se progride em uma, adianta-se também nas outras. Assim, tendo subido tanto na virtude da humildade, nosso Santo era igualmente exímio na prática da pureza. Fugia de todas as ocasiões de tentação e não tolerava que em sua presença se pronunciassem palavras inconvenientes.


Dom dos milagres

Em várias ocasiões, exerceu em benefício do próximo o precioso dom dos milagres. Um de seus tios sofria de uma doença que lhe corroia as carnes da perna. Para se distrair do incômodo, transformou sua casa em lugar de jogatinas. Visando conquistar para Jesus essa alma, André foi visitá-lo e lhe perguntou:

- Quereis ser curado?

- Vai-te daqui, mendigo, queres zombar de mim!

- Se desejais ser curado, aceitai ao menos um conselho.

A mansidão do Santo abrandou a arrogância do ímpio, que disse:

- Se for possível a minha cura, farei tudo quanto pretenderes.

O frade lhe recomendou jejuar durante seis dias e, no sétimo, rezar sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e uma Salve Rainha.

- Se fizerdes isto, prometo que a gloriosa Virgem obterá de seu Filho vossa cura.

Embora incrédulo e sem devoção alguma, o doente assim fez. No sétimo dia estava curado. Exultante, procurou André para dizer-lhe:

- Sois verdadeiramente um amigo de Deus, meu sobrinho! Nada mais sinto, posso caminhar como um jovem.

Com efeito, suas carnes estavam renovadas. Desde então, mudou de vida, não mais cessando de dar graças a Deus e a sua Imaculada Mãe.


Sacerdote e bispo


Em 1328, André recebeu a ordenação sacerdotal. Os pais haviam preparado tudo para a celebração da sua primeira Missa, a qual pretendiam fosse soleníssima e contasse com a presença de todos os parentes.
Sabendo desta pretensão familiar, o Santo retirou-se para um pequeno convento distante, onde ofereceu a Deus as primícias do sacerdócio, com grande recolhimento e devoção.
Como prêmio, imediatamente após a Comunhão, a Santíssima Virgem lhe apareceu, dizendo: "És meu servo, escolhi- te, e em ti serei glorificada". Estas palavras penetraram-lhe fundo no coração, tornando-o ainda mais humilde e puro.
Após exercer o ministério da pregação em Florença, estudou três anos na Universidade de Paris e foi aprimorar os estudos com o Cardeal Corsini, seu tio, na cidade de Avignon, então Sede do Papado. Aí Deus operou por sua intercessão a cura de um cego.
De retorno à pátria, foi eleito prior do convento de Florença. Pouco tempo permaneceu nesse cargo. Tendo falecido o Bispo de Fiésole, cidade próxima, o capítulo da Catedral o elegeu para sucessor. Mas o Santo, tomando conhecimento da eleição, ocultou-se num convento dos Cartuxos, na tentativa de fugir de tão perigoso fardo.
A família Corsini era uma das mais nobres da cidade de Florença (vistas da cidade) Quando os cônegos já iam fazer nova eleição, Deus revelou a um menino o retiro do seu servo. Temeroso de resistir à vontade do Céu, Frei André consentiu então em receber a sagração episcopal, em 1360, aos 58 anos.



Dom dos milagres

Em várias ocasiões, exerceu em benefício do próximo o precioso dom dos milagres. Um de seus tios sofria de uma doença que lhe corroia as carnes da perna. Para se distrair do incômodo, transformou sua casa em lugar de jogatinas. Visando conquistar para Jesus essa alma, André foi visitá-lo e lhe perguntou:

- Quereis ser curado?

- Vai-te daqui, mendigo, queres zombar de mim!

- Se desejais ser curado, aceitai ao menos um conselho.

A mansidão do Santo abrandou a arrogância do ímpio, que disse:

- Se for possível a minha cura, farei tudo quanto pretenderes.

O frade lhe recomendou jejuar durante seis dias e, no sétimo, rezar sete Pai-Nossos, sete Ave-Marias e uma Salve Rainha.

- Se fizerdes isto, prometo que a gloriosa Virgem obterá de seu Filho vossa cura.

Embora incrédulo e sem devoção alguma, o doente assim fez. No sétimo dia estava curado. Exultante, procurou André para dizer-lhe:

- Sois verdadeiramente um amigo de Deus, meu sobrinho! Nada mais sinto, posso caminhar como um jovem.

Com efeito, suas carnes estavam renovadas. Desde então, mudou de vida, não mais cessando de dar graças a Deus e a sua Imaculada Mãe.



Sacerdote e bispo

Em 1328, André recebeu a ordenação sacerdotal. Os pais haviam preparado tudo para a celebração da sua primeira Missa, a qual pretendiam fosse soleníssima e contasse com a presença de todos os parentes.
Sabendo desta pretensão familiar, o Santo retirou-se para um pequeno convento distante, onde ofereceu a Deus as primícias do sacerdócio, com grande recolhimento e devoção.
Como prêmio, imediatamente após a Comunhão, a Santíssima Virgem lhe apareceu, dizendo: "És meu servo, escolhi- te, e em ti serei glorificada". Estas palavras penetraram-lhe fundo no coração, tornando-o ainda mais humilde e puro.
Após exercer o ministério da pregação em Florença, estudou três anos na Universidade de Paris e foi aprimorar os estudos com o Cardeal Corsini, seu tio, na cidade de Avignon, então Sede do Papado. Aí Deus operou por sua intercessão a cura de um cego.
De retorno à pátria, foi eleito prior do convento de Florença. Pouco tempo permaneceu nesse cargo. Tendo falecido o Bispo de Fiésole, cidade próxima, o capítulo da Catedral o elegeu para sucessor. Mas o Santo, tomando conhecimento da eleição, ocultou-se num convento dos Cartuxos, na tentativa de fugir de tão perigoso fardo.
A família Corsini era uma das mais nobres da cidade de Florença (vistas da cidade) Quando os cônegos já iam fazer nova eleição, Deus revelou a um menino o retiro do seu servo. Temeroso de resistir à vontade do Céu, Frei André consentiu então em receber a sagração episcopal, em 1360, aos 58 anos.
A fama de santidade que circundou sua vida, após a morte difundiu-se rapidamente na Itália e na Europa", lembrou S.S. João Paulo II, no 7° centenário de nascimento de Santo André Corsini.
Se Deus o honrou com muitos milagres em vida, a voz do povo o "canonizou" imediatamente após sua morte. O Papa Eugênio IV, posto a par dos efeitos que a intercessão do Santo produzia em toda a região de Florença, autorizou que seus restos mortais fossem expostos à veneração dos fiéis. E Urbano VIII o canonizou em 1629.


Revista Arautos do Evangelho, Fev/2005, n. 38, p. 22 à 25



JUBILEU DE PRATA NA COMUNIDADE SÃO JOÃO DA CRUZ OCDS – BH/ MG.


No dia 14 de dezembro de 1989, o Frei Luiz Filipe Pitta Azinhais Mendes – OCD, reunia- se com representantes das paróquias carmelitas de Belo Horizonte, Minas Gerais, para fundarem três “Fraternidades Carmelitas Descalças”. E assim, no ano de 1990, no dia 21 de junho, Dom Roque Rabelo Mendes – bispo emérito da Arquidiocese, oficializou as três fraternidades: hoje são, Comunidades São João da Cruz, junto aos Frades OCD no bairro João Pinheiro, A Comunidade Santa Teresa de Jesus, junto às Irmãs Carmelitas Teresianas de Florença e a Comunidade Santa Teresinha do Menino Jesus, junto às Monjas Carmelitas OCD, Convento Nossa Senhora Aparecida.


E assim, na Comunidade São João da Cruz celebramos o Jubileu de Prata do primeiro grupo de “Irmãos” da Bem Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, que em 14/11/1992, celebrou suas Promessas Temporárias: Eu, Liz da Santíssima Trindade, Maria Helena do Sagrado Coração de Jesus, Maria Rita do Imaculado Coração de Maria (Dona Zita). Em memória das irmãs amigas que estavam conosco nesta data: Mariana Vilarinhos, Diva Santos e Fátima; Divina Belo.



Na busca do infinito, pelejamos por Nosso Senhor e com Ele caminhamos!
“Buscando meu amor, meu Amado... “ caminhamos por montes e vales”, ... buscando Aquele que mais quero e com São João da Cruz cantamos as maravilhas do Senhor:
Buscando meus amores,
Irei por estes montes e ribeiras;
Não colherei as flores,
Nem temerei as feras, e passarei os fortes e fronteiras. E ainda, cantamos com ele:
Mil graças derramando, passou por estes soutos com presteza, e, enquanto os ia olhando,
Só com sua figura a todos revestiu de formosura.



São 25 anos de caminhar no Carmelo, este jardim florido que nos cerca, nos instrui e nos incentiva a cada passo a caminhar com a Igreja que somos, a Igreja de Cristo. É nela que “Os vales solitários, nemorosos, as ilhas mais estranhas, os rios rumorosos, e o sussurro dos ares amorosos (...)” nos levam à “noite sossegada... à música calada... à solidão sonora... e à ceia que recreia e enamora.” (14/11/1992 a 14/11/2017).
Bendito seja o Deus Criador, que a cada passo, nos conduz e revela suas maravilhas, no brilho do sol ou da chuva... no verde das montanhas ou campos ermos.
Bendito seja o Deus Criador, que a cada passo, nos inflama de amor, infundindo em nós sua chama que consome e ilumina, concede sabedoria, esperança e vida.
Bendito seja o Deus Criador, que a cada passo, nos traz a noite serena, na manhã... o aspirar da brisa, para com a chama que arde, nos consumir e abrasar.
Obrigada Senhor, pela vida que nos destes, pelo caminhar com o Carmelo, pelo compromisso que assumimos com amor, sabedoria e esperança! Amém!


Liz Lelis Rocha-Comissão de espiritualidade e membro Comunidade São João da Cruz.

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

SÃO PEDRO TOMÁS, Bispo Carmelita e Patriarca Latino de Constantinopla (século XIV)






Nasceu, segundo registros antigos, em Salimaso de Thomas, diocese de Sarlat; outros creem que talvez tenha sido em Lebreil, parte do município de Salas de Belvés (Dordonya). Seu pai era agricultor; empenhou-se a estudar em Monpazier, vivendo da caridade e ensinando aos outros mais jovens. Foi a Agen e voltou a Monpazier em 1325. Atraído pela Ordem do Carmelo, estudou um ano em Leitora e, aos 21 anos de idade, ingressou na Ordem, fazendo o noviciado em Cordom ou Bergerac.
Professou em Bergerac e estudou dois anos, passando depois a Agen e Bordeus. Ensinou lógica e filosofia em Albi. Também deu aulas em Paris. Voltou a Aquitânia em 1345, quando foi eleito procurador geral da Ordem; depois de acabar os estudos de teologia em Paris, onde obteve o grau de mestre em 1348, foi à corte do Papa Clemente VI, em Avinhão, e fez a oração fúnebre em seu funeral.
Atividade Diplomática como Conciliador de Conflitos e Representante do Santo Padre.
Conhecido por sua habilidade diplomática e sua oratória, ajudou aos Papas seguintes como seu representante, intentando resolver conflitos entre reis cristãos, a unificação das Igrejas Católica e Ortodoxas e a união para combaterem contra os muçulmanos.
Foi delegado papal em negociações com Gênova (1352, para conseguir a paz com Veneza), Milão e Veneza. Em 1354 foi nomeado bispo de Patti e Lipari e representou o papa na coroação de Carlos IV de Luxemburgo. Em Serbia, em 1356, intentou acalmar o conflito entre Veneza e Hungria.
Entre 1357 e 1359 foi enviado a Constantinopla, onde recebeu o apoio de nobres e do próprio João V Paleólogo para a unificação das Igrejas Católica e Ortodoxa. Foi a Chipre e empreendeu uma peregrinação à Terra Santa, voltando depois à Sicília e Chipre. Em 1359 foi enviado com as tropas como Delegado Universal à Igreja do Oriente e bispo de Corinto, com a mesma missão de combater aos turcos, aliado com Veneza, Chipre e os cavaleiros da Ordem de Malta. Em Chipre, coroou Pedro I de Chipre como rei de Jerusalém.
Concebe a ideia de uma nova cruzada e marcha para pedir ajuda ao Ocidente, aproveitando para por paz em um conflito entre Milão e Roma. Em 1363 foi nomeado arcebispo de Creta e, em maio de 1364, Patriarca Latino de Constantinopla (era um título simbólico, sem jurisdição real) e legado papal de Urbano V, sucedendo ao cardeal Talleyrand. Nesse mesmo ano foi cofundador da Faculdade de Teologia da Universidade de Bolonha. Preocupou-se em consolidar a paz entre os reis cristãos e de trabalhar pela união das Igrejas, convertendo-se em um precursor do ecumenismo. Entre suas missões diplomáticas, levou uma vida austera e modelar, preocupado pela evangelização dos povos e a caridade para com os mais necessitados.


Apesar dos altos cargos que exerceu, nas suas viagens Frei Pedro Tomás procurava sempre, como residência, os conventos dos seus irmãos carmelitas, vivendo ali como irmão e com os irmãos de Nossa Senhora do Carmo a vida normal da comunidade, segundo a Regra.
Com Pedro I de Chipre, participou na cruzada contra Alexandria em outubro de 1365, que foi tomada, porém, imediatamente abandonada, por medo de um contra-ataque turco. A tradição diz que em um dos ataques das tropas cristãs o bispo foi ferido com uma flecha e morreu em Chipre três meses depois, em 06 de janeiro de 1366. Por isso era tido como “mártir”.
Na realidade, voltou a Famagusta são e salvo, porém, enquanto preparava uma viagem até Roma, enfermo “de um catarro” e muito magro (“reduzido a pele e ossos”, conforme relatos da época), morreu em um convento carmelita de sua cidade no dia 6 de Janeiro de 1366.  Apesar de ser bispo pediu que o levassem para sua última morada vestido com o hábito da Ordem.



Devoção a Nossa Senhora

Era muito devoto de Nossa Senhora. Amou tanto Nossa Senhora que parece trazia no coração o seu nome. Foi um dos mais ardorosos defensores da Imaculada Conceição de Maria Santíssima. A ele se atribui o tratado “De Immaculata Conceptionis” em quatro volumes de sermões. É dele a profecia inspirada pela Virgem Maria de que a Ordem do Carmo durará até ao fim dos tempos.

Veneração

Rapidamente começaram os relatos de milagres em seu túmulo, no convento carmelita de Famagusta. Fala-se também de uma claridade que envolvia seu cadáver exposto ao público em seu funeral.
Em maio de 1366, quatro meses após sua morte, descobriu-se que seu corpo ainda estava incorrupto e Pedro de Chipre pediu sua canonização a Urbano V. O Papa proibiu o translado do corpo do santo bispo durante dez anos, ainda que este houvesse pedido que seu corpo fosse transladado para Bergerac. Pouco depois, Philippe de Mézières escreveu sua vida, base de sua posterior hagiografia.
Os seus esforços pela promoção e consolidação da unidade da Igreja Oriental fazem deste santo do séc. XIV um precursor do ecumenismo e um verdadeiro “apóstolo da unidade da Igreja”.
A conquista turca de Chipre em 1571 e o terremoto de 1753 acabaram com o rastro do santo em Chipre. Em 1609, a Santa Sé autorizou a festividade de Pedro Tomás entre os carmelitas, que foi confirmado por Urbano VIII em 1628; formalmente não foi canonizado. Em Lebreil, se levantou uma capela sobre a casa que se crê que nasceu, porém, foi derrubada durante a Revolução Francesa. Foi restaurada em 1895 como santuário em sua memória.

ORAÇÃO:
Senhor, Deus da Paz, que concedestes ao Bispo São Pedro Tomás a força do vosso Espírito, para estabelecer a paz e promover a unidade dos cristãos, concedei que, pelo seu exemplo e intercessão, testemunhemos a integridade da fé e procuremos com toda a confiança a paz que nos mantêm unidos. Por N.S.J.C



domingo, 7 de janeiro de 2018

Solenidade da Epifania do Senhor



Os reis de toda a terra. 
 Hão de adorá-lo. 
 E todas as nações hão de servi-lo
.” Isaías

“Hoje a Igreja se uniu a seu celeste Esposo,
porque Cristo lavou no Jordão o pecado;
para as núpcias reais correm Magos com presentes;
e os convivas se alegrem com a água feita vinho. “Isaías

Com essas duas antífonas da Profecia de Isaías , na
Liturgia das horas ,Responsório Breve e  Cântico Evangélico(Benedictus)
 a Igreja celebra não somente uma, mas as três Epifanias de Jesus:a sua manifestação aos povos pagãos,à vinda de Reis/Sábios do oriente para adorá-lo,seu Batismo no Rio Jordão e as bodas de Caná.

"O Batismo de Jesus nos Jordão é uma segunda Epifania, do grego:epi, que significa sobre, e phania, que significa manifestação: assim como Jesus se manifestou aos Magos do Oriente, assim se manifesta agora no seu Batismo como verdadeiro Filho de Deus.





A esta segunda Epifania pode chamar-se, portanto, Teofania, de Theos, palavra grega que significa Deus: o batismo de Jesus é manifestação de Deus, manifestação da Santíssima Trindade. 

E haverá ainda uma terceira Epifania, que aconteceu em Caná da Galileia, quando Jesus converteu a água em vinho, texto que infelizmente, só se lê hoje no «Ano C»).

Santo António de Lisboa, num dos seus sermões, depois de comentar os anteriores significados, chama-lhe Bethfania, de beth, em hebraico, que significa casa, “porque, passado um ano do batismo, realizou um milagre divino entre as paredes de uma casa, numa festa de núpcias” (Sermão para a Epifania do Senhor, 2)




Estas três epifanias são celebradas desde há muitos séculos em dias distintos.... Mas no texto da liturgia de hoje,ressalta  a sua unidade!Como a antífona do Benedictus da Solenidade da Epifania do Senhor de hoje : “Hoje a Igreja uniu-se ao seu esposo celeste, porque, no Jordão, Cristo a lavou dos seus pecados; os Magos, com presentes, correm às festas das núpcias reais; e os convivas alegram-se com a água transformada em vinho. Aleluia”.

"Animados por esse desejo, amados filhos, deveis empenhar-vos em ser úteis uns aos outros, para que no reino de Deus, aonde se entra graças à integridade da fé e às boas obras, resplandeçais como filhos da luz. Por nosso Senhor Jesus Cristo, que vive e reina com o Pai e o Espírito Santo por todos os séculos dos séculos."
São Leão Magno

sábado, 6 de janeiro de 2018

OCDS Camaragibe com mais participantes em 2018

Neste 6 de janeiro de 2018 aconteceu a primeira reunião da OCDS Camaragibe em 2018, no Carmelo de Camaragibe. A Comunidade teve  a grata satisfação de acolher os postulantes à OCDS :Roberta, D.Mauriceia, Stênio, Sumaya, Ana Lúcia, Edilânia, Bernardo, esposo de Roberta e que também experimenta a experiência do Carmelo, por ocasião de trabalho, não pode comparecer juntamente com os outros membros.
Conforme estabelecido no Calendário-Programa, os "novos" participam da reunião com todos os membros e, no período da tarde, têm uma formação complementar. Seguirão assim até que o conhecimento esteja nivelado com os mais antigos.

A formação foi conduzida por Gustavo, o qual tratou da "Identidade do Carmelita Secular". Novidade para quem chega e reforço para quem já pertence à Comunidade. Foi um ótimo encontro.













quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Convite - Rito de Admissão à Ordem - Grupo Santa Teresinha, Alma Missionária (CE)

Convidamos  a todos a participarem conosco da Celebração Eucarística na qual renderemos graças a Deus pelos dois anos de fundação do Grupo Santa Teresinha, Alma Missionária de Quixadá (CE), e faremos o Rito de Admissão à Ordem de nosso irmão Antônio Lindomar de Sousa Nascimento.




São Ciríaco Elias Chavara, presbítero e fundador.




Hoje, dia 03 de janeiro, a Liturgia carmelitana celebra a memória do santo carmelita indiano: São  Ciríaco Elias Chavara, fundador da Congregação dos Carmelitas de Maria Imaculada (primeira Congregação para homens da Igreja Católica Sírio- Malabar) e da Congregação feminina co-irmã: as Irmãs da Mãe do Carmelo.



No dia 23 de Novembro de 2014, Festa de Cristo Rei, o Papa Francisco canonizou no Vaticano seis novos santos da Igreja, entre eles o sacerdote indiano, primeiro Prior Geral da Congregação dos Carmelitas de Maria Imaculada na Índia, Ciríaco  Elias Chavara. Na ocasião, o Papa os apresentou como “exemplos de amor a Deus e ao próximo que devem inspirar os católicos a superar os interesses terrenos”.
“Que os novos santos, com o seu exemplo e a sua intercessão, façam crescer em nós a alegria de caminhar na estrada do Evangelho, a decisão de o assumir como bússola da nossa vida. Sigamos os seus passos, imitemos a sua fé e a sua caridade, para que a nossa esperança se revista de imortalidade: não nos deixemos distrair por outros interesses terrenos e passageiros”, afirmou o Santo Padre na homilia de canonização na Praça São Pedro no Vaticano.


“A vida de São Ciríaco foi permeada de uma singular inocência. Ele pode declarar que nunca perdeu a graça batismal. De acordo com seu diretor espiritual, Padre Leopoldo Beccaro, missionário carmelita, cultivou com afinco as virtudes, particularmente a simplicidade de coração, a fé viva, a entranhável obediência, bem como a devoção ao Santíssimo Sacramento. Tinha também grande devoção e amor à Bem -Aventurada Virgem Maria e a São José. Combateu firmemente uma grave ameaça de cisma perpetrado por um bispo que apostatou a fé católica.


             Conhecendo a vida do Carmelita indiano
Nasceu em 10 de fevereiro de 1805. Filho de pais piedosos, foi levado à igreja Sírio-Malabar, em Kainakary (Índia), tendo sido batizado no oitavo dia após seu nascimento, conforme o costume local.
Entre os cinco e dez anos de idade, frequentou a escola do vilarejo (Kalari), onde foi educado e submetido aos estudos das línguas e diferentes dialetos, bem como às ciências elementares. Seu orientador era um professor hindu, de nome Asan. Inspirado pelo desejo ardente de tornar-se um sacerdote, ingressou nos primeiros estudos sob a orientação do pároco da igreja de São José.
No ano de 1818, quando tinha 13 anos de idade, o menino Ciríaco ingressou no seminário de Pallipuran, e teve como reitor Tomás Palackal. Sua ordenação sacerdotal deu-se em 29 de novembro de 1829, quando tinha 24 anos de idade, tendo celebrado sua primeira missa na igreja de Chennankari.
Logo após sua ordenação, foi-lhe, primeiramente, destinado o ministério pastoral. Entretanto, assim que pôde, retornou ao seminário de origem para pregar e também assumiu as funções de substituir o reitor Tomás Palackal, quando de sua ausência. Desta forma, juntou-se a Tomás Palackal e Tomás Porukara, que estavam planejando a formação de uma congregação religiosa. Em 1830 recebeu a missão de ir para Mannanam, a fim de construir a primeira casa da congregação, cuja pedra fundamental foi lançada no dia 11 de maio de 1831.


Com a morte de ambos os idealizadores da congregação, Ciríaco assumiu com empenho resoluto a liderança para o seu estabelecimento. No dia 8 de dezembro de 1855, festa da Imaculada Conceição, fez a profissão religiosa junto com outros dez companheiros. Estava assim, consolidada, a Congregação Carmelita de Maria Imaculada.




Permaneceu como prior-geral de todos os monastérios da congregação no período compreendido entre 1856 até sua morte, em 1871.
Combateu heroicamente a igreja de Kerala de um grande cisma que atingiu a Igreja local no ano de 1861. Com a supressão das sedes de Cranganor e Cochin, por decisão do Papa Gregório XVI muitos anos antes (1838), todos os católicos malabares passaram a ser subordinados da Sede de Verapoli. Durante este período, cismáticos que defendiam a manutenção de ritos indianos/orientais nas cerimônias da Igreja, tiveram de suportar contrariados às ordens de uma autoridade de rito latino e acabaram tentando estabelecer um prelado próprio por intercessão do patriarca caldeu José Audo VI. Este mandou-lhe, em 1861, um bispo caldeu de nome Tomás Rokos que, sem autoridade eclesiástica reconhecida por Roma, tentou inutilmente impor liderança e autoridade sob a comunidade católica local. Pela resistência que encontrou, principalmente pela atuação brilhante de Ciríaco, que manteve e difundiu fidelidade à Roma, a autoridade de Tomás Rokos não foi reconhecida, tendo de retornar para seu local de origem. Em decorrência dos fatos, Ciríaco Elias Chavara foi nomeado como Vigário-Geral da Igreja Sírio-Malabar pelo Arcebispo de Verapolly. Por isto, desde aquele tempo até hoje, é reconhecido pela comunidade católica e pelos mais altos dignitários da Igreja como defensor da Igreja de Cristo, pela sua incansável e árdua luta pelo respeito e fidelidade à Roma, especialmente sua histórica liderança, rápida e eficaz no combate à infiltração cismática de Tomás Rokos.




               Carmelitas de Maria Imaculada

Eram dois padres zelosos: Pe Thomas Palackal e Pe Thomas Palackal. Eles tinham um grande desejo de passar o resto de suas vidas em oração e meditação. Daí eles falaram com seus superiores, Bispo Maurillius Stabilini do Vicariato Apostólico de Verapoly em Kerala e pediram permissão para se retirar para um lugar sossegado. Mas seu bispo teve uma ideia diferente. Pediu que encontrassem uma casa religiosa para que pudessem fazer o bem para as pessoas no mundo também. Isto foi em 1829.
Tanto Fr. Palackal e pe. Porukara viram que era uma ótima idéia. Fr. Ciríaco Elias Chavara, que era um discípulo de ambos, no seu entusiasmo partilhado por iniciar uma comunidade religiosa. Em 11 de maio de 1831, viu seu amado sonho de uma casa religiosa ser concretizado. Uma pequena comunidade religiosa começou a tomar forma sobre a bela colina de Mannanam, perto Kottayam, Estado de Kerala, Índia.


Igreja Nossa Senhora do Monte Carmelo em Goa-India 

Dois anos mais tarde, em 1833, um seminário foi iniciado em Mannanam para a formação dos candidatos ao sacerdócio e a vida religiosa. Assim a congregação religiosa foi erigida canonicamente em 8 de dezembro de 1855 com os primeiros onze padres que fazerem a sua profissão religiosa. Nessa época tanto Fr. Palackal (+1841) e pe. Porukara (+1846) haviam partido para se encontrar com o seu Senhor. Daí a responsabilidade caiu sobre os jovens e Ciríaco Chavara guiou o destino da sua comunidade. Irmão Jacob Kanianthara, que assistiu os pais fundadores em seu novo empreendimento, fez sua profissão religiosa em 1865.

O nome de Maria Imaculada tem sido invariavelmente associado à congregação desde o início e esta congregação era originalmente conhecida como o "Servos de Maria Imaculada". Os missionários carmelitas (Vigários de Verapoly) foram orientadores desta nova comunidade religiosa. A influência carmelita estava lá desde o início da Congregação.
As regras dos Carmelitas com algumas modificações que lhes foram dadas em 1855. Em 1861, a comunidade foi filiada à Ordem dos Carmelitas com o título TOCD (Terceira Ordem das Carmelitas Descalças). Em 1885 a congregação tem o seu estatuto pontificial e em 1906 a aprovação da Constituição foi dada no perpetuum. Em 1958 o nome da congregação foi alterado para "Carmelitas de Maria Imaculada" (CMI) e da revisão constitucional foi aprovado ad experimentum. Em 1967 a congregação recebeu o estatuto da Pontifícia Isenção.
A Congregação desde os seus primórdios exerceu-se nas atividades com Igreja em Kerala. Começou com pregações de retiros, realizando seminários e na formação de sacerdotes; encontrou-se com o desafio de educar a juventude e divulgar a literatura cristã; principalmente para a conversão dos não-cristãos e para o reencontro dos irmãos separados; empreendeu obras de misericórdia e começou instituições beneficentes.


A missão de trabalho CMI da Congregação teve nova dimensão e dinamismo com as igrejas locais que lhe foram confiadas para além das fronteiras de Kerala. Em 1962 Chanda tomou forma quando recebeu a missão de coordenar as missões em Syro Malabar. Desde então, novas missões, dioceses e regiões foram erguidos no centro e norte Índia. Há agora seis dioceses no norte da Índia confiadas à Congregação: Chanda, Sagar, Jagdalpur, Bijnor, Rajkot e Adilabad. Isto é realmente um marco no progresso das missões da CMI e cumprindo uma prova de reconhecimento por parte da Sé Apostólica.
Atualmente existem mais de dois mil e quinhentos membros da Congregação, incluindo padres, irmãos e seminaristas. Aa maioria dos professos do nosso ministério são para as necessidades das pessoas na Índia. Entretanto há, também, alguns que atuam em diferentes países da África, Europa, América do Sul, Papua Nova Guiné, Madagascar, Estados Unidos, Canadá e Austrália. (fonte; Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo-INSTITUTO RELIGIOSO DE VIDA CONSAGRADA: CONTEMPLATIVA E ATIVA.O Instituto Irmãs Carmelitas Mensageiras do Espírito Santo nasceu em Nova Almeida - ES, fundado por obra da Madre Maria José do Espírito Santo em 30 de julho de 1984, transferindo-se para São Paulo em 1995.





Oração
Ó Deus que suscitastes o beato Ciríaco Elias, secerdote, para consolidar a unidade da Igreja, por sua intercessão, concedei-nos que, iluminados pelo Espírito Santo, possamos discernir sabiamente os sinais dos tempos e difundir, por palavras e obras, o anúncio do Evangelho entre os homens. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.




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